Simone Biles, uma conceituada ginasta norte-americana,
tetracampeã olímpica em 2016, com um currículo invejável desistiu da maior
prova desportiva do mundo: os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, realizado em 2021
devido às circunstâncias causadas pela pandemia. Para contextualizar este facto
importa referir que Simone decidiu abandonar a prova em plena…. final.
Face a esta situação, impere realizar uma reflexão séria e profunda sobre o impacto da saúde mental no desporto, ou melhor dizendo, o impacto do próprio desporto na saúde mental do seu praticante.
Engana-se quem vê a desistência de Simone como um ato de cobardia, aliás, se existe atitude louvável e repleta de determinação é precisamente esta! Colocar em primeiro lugar a saúde mental em detrimento da possibilidade da conquista de uma medalha olímpica será sempre um ato de coragem e de resiliência. Pena que muitos dos desportistas estejam “amarrados” a esta suposta complexidade e que não consigam fazer o mesmo. Nada poderá ser mais importante do que a forma como nos sentimos, uma vez que o perigo da psicopatologia reside precisamente no facto de ser algo “não visível a olho nu”, logo muitas vezes subestimado.
Quem pratica desporto, em especial de forma federada e de alta-competição sabe que a carreira desportiva é precoce e volátil. Desafios como a gestão de expectativas (dos fãs, da família e sobretudo do atleta), quebras de desempenho, ciclos negativos, gestão de carreira e pós-reforma podem tornar-se muito difíceis de gerir, em especial se quem orbita em torno do profissional não auxilia nesse sentido. Torna-se, desta maneira, fundamental investir na saúde mental do atleta.
Assim, defendo que os profissionais devem receber um acompanhamento psicológico ao longo de toda a carreira desportiva, de forma a fazer face às vicissitudes e às crises que podem advir.
Face a esta situação, impere realizar uma reflexão séria e profunda sobre o impacto da saúde mental no desporto, ou melhor dizendo, o impacto do próprio desporto na saúde mental do seu praticante.
Engana-se quem vê a desistência de Simone como um ato de cobardia, aliás, se existe atitude louvável e repleta de determinação é precisamente esta! Colocar em primeiro lugar a saúde mental em detrimento da possibilidade da conquista de uma medalha olímpica será sempre um ato de coragem e de resiliência. Pena que muitos dos desportistas estejam “amarrados” a esta suposta complexidade e que não consigam fazer o mesmo. Nada poderá ser mais importante do que a forma como nos sentimos, uma vez que o perigo da psicopatologia reside precisamente no facto de ser algo “não visível a olho nu”, logo muitas vezes subestimado.
Quem pratica desporto, em especial de forma federada e de alta-competição sabe que a carreira desportiva é precoce e volátil. Desafios como a gestão de expectativas (dos fãs, da família e sobretudo do atleta), quebras de desempenho, ciclos negativos, gestão de carreira e pós-reforma podem tornar-se muito difíceis de gerir, em especial se quem orbita em torno do profissional não auxilia nesse sentido. Torna-se, desta maneira, fundamental investir na saúde mental do atleta.
Assim, defendo que os profissionais devem receber um acompanhamento psicológico ao longo de toda a carreira desportiva, de forma a fazer face às vicissitudes e às crises que podem advir.
Dr. Marcelo Costa
Psicólogo Clínico | Diretor Técnico de IPSS | Presidente RSDHEAS Portugal
Tlm. 962 834 095 | Email. marcelocosta10@live.com.pt
Rua Dr. Abel Pais Cabral, nº 7 | 3520-032 Nelas

Comentários
Enviar um comentário